sábado, 28 de Março de 2009

Movimentos e Politiqueiros

Ribau Esteves, ex-secretário-geral do PSD, afiança estar em preparação a criação de um novo movimento político que pretende instaurar a IV República uma vez que a actual não é capaz de responder aos desafios e necessidades dos novos tempos. A crescente popularização de movimentos políticos denota a consciência da necessidade de reformular o actual sistema político português, ao mesmo tempo que assegura o lugar dos politiqueiros de carreira, que nada mais sabem e querem fazer do que viver da política caseira.

quarta-feira, 25 de Março de 2009

Regresso

Um dos "bloggers" (é assim que se escreve?) regressou. Com umas costuras, umas cerzidelas em ponto de cruz, sem estar pronto para outra, mas de regresso.

Como agora se diz, até já.

terça-feira, 17 de Março de 2009

Vou ficar à espera da tal campanha mais original... não vão os governos nacionais esquecer-se.

"(...) Mais originalidade e mais profissionalismo é o ponto de partida exigido pelo Parlamento Europeu para a campanha para as eleições marcadas para o mês de Junho.
Pela primeira vez esta instituição assume a responsabilidade de divulgar as eleições europeias com uma campanha para os 27 estados-membros, por considerar imperativo realçar o papel do Parlamento Europeu na vida dos cidadãos, enquanto instituição democrática." in TSF

segunda-feira, 16 de Março de 2009

Mas os mecanismos de fiscalização que existem, se aplicados, não são suficientes?

"PS quer mais investimento Público e reforço da supervisão financeira"

A mim parece-me que os mecanismos que a democracia tem ao seu dispor são mais do que suficientes para fazerem face a esta crise, assim os dirigentes políticos os queiram de facto reconhecer e proteger contra interesses de corporações, em nome do bem público. Finge-se novas necessidades quando há apenas a desejar novas actuações políticas para o mesmo enquadramento: o da damocracia representativa. Cumpra-se os seus desígnios, e veremos se há ou não capacidade de recuperar e redistribuir os recurso de forma mais justa.

Eles esquecem tudo, eles esquecem tudo, eles esquecem tudo...

"Manuela Moura Guedes, responsável pelo Jornal Nacional da sexta-feira na TVI, o espaço noticioso visado por Augusto Santos Silva, desafia o titular da pasta dos media: "Se são mentira os factos que noticiamos, então desminta-os!".
(...)
Também visado pelas palavras do ministro dos Assuntos Parlamentares, o director do Público é mais duro. "O dr. Augusto Santos Silva é uma pessoa que tem falta de memória e de princípios." Se tivesse "memória", diz José Manuel Fernandes, "recordar-se-ia que em 2003 era colunista semanal do Público". Tem "falta de princípios" porque, acrescenta, "não rebate um único facto, mas apenas faz insinuações".
In DN

sexta-feira, 13 de Março de 2009

Já viram? Não está bem feito?

A história das coisas.

O quê?! E Obama não se defende com o argumento de uma "campanha negra"? Chi!

EUA
Equipa de Obama alvo de buscas


Ou a democracia a procurar preservar-se enquanto sistema de governo.

terça-feira, 10 de Março de 2009

Para onde?! E a caminho do quê? De uma sucursal ligada à casa mãe?

"(...)Daqui a questão: vota-se Freeport ou BPN? O voto no BPN já se sabe quanto nos custou. Entre as clemências tributárias no governo de Cavaco Silva e as compras de empresas tecnológicas nesse conhecido centro de ciência avançada que é Puerto Rico, os portugueses já desembolsaram 1,8 mil milhões de euros para pagar as megalomanias de dois membros do núcleo duro político do actual presidente da República.
O voto no Freeport ainda não se sabe quanto vai custar. De facto, até há o aspecto estranhíssimo do Freeport ser um completo e assumido desastre comercial. Para quê, então, gastar tanto milhão a alterar uma reserva da natureza que era, por ordenamento, inalterável? Era bom fazer esta pergunta antes do Freeport implodir para tentar compreender o que é que virá depois da implosão. Pelo sim pelo não, enquanto não houver respostas, acho que é altura de fugir destas grandes superfícies, senão acabamos esmagados por elas."
Mário Crespo in JN

domingo, 8 de Março de 2009

Mas porque será que dizem sempre o mesmo?

1. Obrigado a deslocações dominicais ao Alentejo, resta-me a companhia rádio, neste caso da TSF, que vou aproveitando até às intromissões abusivas, por alturas de Évora, da Cadena SER, dos "nuestros" amigos, do lado de lá da civilização.
Domingo passado calhou-me a entrevista do dr. António Arnaut, hoje é a arquitecta Helena Roseta em entrevista. Merecidíssima,aliás, pelo que de há muito ela vem dizendo, assumindo e afrontando.
Recolho dois momentos da entrevista :

«...P. (a respeito das taxas moderadoras e da votação de alguns deputados do PS no parlamento)... Eles devem exigir a José Sócrates a esta e a outras matérias como forma de continuarem ao lado do PS?

H.R. Isso pode ser sempre feito. Hoje (ontem) há uma entrevista do Manuel Alegre no jornal Expresso, em que ele diz claramente que há determinadas questões de que não prescinde, nomeadamente as taxas moderadoras, a avaliação dos professores, o código do trabalho, os serviços públicos a serem encarados por uma óptica de serviço público e não de uma óptica de trabalho privado, e que nestas questões não prescinde.(...)

P- Revê-se nestas reivindicações?
Revejo, revejo.

P. Acrescentaria outras?
Acrescentaria esa questão do PS ter um discurso,muitas vezes, do lado errado do problema. Saber de que lado está, a necessidade de ter um discurso mais solidário e mais próximo de quem mais sofre... De que lado está o PS, pergunto eu?»

Deixo a entrevista, para ser ouvida , em síntese, aqui:
http://dn.sapo.pt/discursodirecto/

2. Aproveito a tarde de calor, hoje a sério, para, ao soalheiro, conversar com a minha indefectível Menina Mariazinha. Pela praça, jovens e menos jovens, de t-shirt coloridas, oferecem flores às mulheres que passam. Comentário venenoso (e, de certeza, com destinatário) da Mariazinha:« Hoje ele são flores, no resto do ano é porrada». Depois muda de assunto e fala-me do tempo.

sábado, 7 de Março de 2009

Noam Chomsky- entrevista



1. Filósofo, educador e linguista, nascido em Philadelphia em 1928, Noam Chomsky leccionou no MIT desde 1955, desenvolveu o que se designa por teoria da gramática transformacional (por vezes designada por gramática generativa) que revolucionou a abordagem cientifica da linguagem. Entre 1986 e 1994 procederia a uma revolução profunda na sua teoria da gramática generativa que viria a designar por programa minimalista.

Do ponto de vista político, que não dissocia do seu trabalho académico («I still feel myself that there is a kind of tenuous connection. I would not want to overstate it but I think it means something to me at least. I think that anyone's political ideas or their ideas of social organization must be rooted ultimately in some concept of human nature and human needs. (New Left Review, 57, Sept. – Oct. 1969, p. 21) », Chomsky sempre assumiu que as as sua posições pessoais se situam entre "fairly traditional anarchist ones, with origins in The Enlightenment and classical liberalism and libertarian socialism», (Class Warfare , p71). Activista politico em toda a sua vida, N. Chomsky exprimiu , de forma desassombrada as opiniões políticas, tão veementemente criticadas e discutidas, que ele próprio se assumiu como um dissidente da politica americana.

2. Nesta entrevista, concedida à RTP N, embora sem o fulgor de outros tempos, ainda vale a pena confrontarmo-nos com as posições de Chomsky.

sexta-feira, 6 de Março de 2009

Vinculos comunicacionais sempre os houve...mas precisam de conteúdo....comunicacional.

João Almeida Santos fala hoje em personalização crescente da politica e justifica o papel do nosso primeiro-ministro à luz desse conceito. Quando li o artigo no Diário Económico (que pode ser lido na íntegra aqui), não sabia se havia de rir ou de chorar.
Em primeiro lugar os vínculos comunicacionais sempre foram apanágio da política (para o bem e para o mal). Desde o século IV aC que se fala da questão dos vínculos comunicacioanais como forma de agir na vida pública. O que aconteceu na nossa época foi a aceleração e multiplicação dos meios de divulgação que a personalidade tem ao seu dispor. Depois, qualquer personalidade mediática hoje em dia só sobrevive politicamente se tiver um projecto ideológico que seja maior que o seu ego, senão é rapidamente descartável pelo político que se segue (a não ser que enlace as formas de selecção e escolha à sua pessoa, o que em breve deixaria de ser uma democracia para passar a ser um simulacro). Terceiro, o carisma, fundamental para exercer uma boa comunicação da mensagem e do poder político, não é semelhante entre todos os líderes. Por isso comparar a acção comunicacional de Obama com a do primeiro-ministro português até faz doer as meninges. Onde é que alguma vez os estilos de comunicação se assemelham? Onde é que a estrutura política que formou Obama como político e como pessoa se assemelham com a do nosso político? E onde é que o vínculo emocional estabelecido com Obama, e que teve a espontaneidade de milhares de pessoas se voluntariarem para trabalhar com ele em campanha, se assemelha ao arregimento mecânico de um partido à volta do seu líder? Muitos para fazer o frete, a obrigação, e alguns por convicção, não o nego.
Onde é que, por fim, os estrategos da comunicação de Sócrates têm a sensibilidade à retórica profunda da democracia, como a que revelam os assessores de Obama?
A comparar o estilo trauliteiro da política comunicacional de Sócrates e da sua "entourage" será com o do bem esquecido presidente Bush: na arrogância com que fala para os adversários e no uso da mentira como meio de explicação da realidade.

quarta-feira, 4 de Março de 2009

Ausência.

Caros colegas gauchistas e amáveis leitores,

Infelizmente não me tem sido possível postar nada de novo por aqui, ou pelo Kontrastes, uma vez que estou ao serviço do Diário de Notícias na sua RoadShow pelas escolas no projecto N Escolas.
I'll be back as soon as possible.

terça-feira, 3 de Março de 2009

Pessoal e Transmissível

António Barreto em conversa com Carlos Vaz Marques. Pessoal, desassombrado, frontal e sempre lúcido para com o país. Notável a última parte da conversa: da esquerda e da direita, dos votos e das eleições, da eficácia ou ineficácia das ditas "questões fracturantes"...

http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1158993

Direita, esquerda... volver!

Vi, na banca dos jornais "on-line", a capa do "Semanário" de sábado. Vista a esta distância, a opção editorial foi um tiro na água: desde quando é que Sócrates tem a seu lado uma figura clássica do poder PS nos últimos tempos?

A excepção António Costa vem confirmar a regra.

Razão tem C. Cunha e Sá, no seu artigo no Correio da Manhã, de perguntar por onde anda o Partido Socialista: "O eng. Sócrates pode ter um Governo unido, um grupo unido ou mesmo uma assembleia unida. O que não tem, com certeza, é um partido unido: porque não se pode unir o que pura e simplesmente não existe."

Relatório da OCDE. Mias um. Desta feita, um verdadeiro.

OCDE diz que as pensões vão cair para metade...
E agora onde pára o primeiro-ministro, e os seus toques polifónicos, para comentar a notícia no jornal das 20H?

segunda-feira, 2 de Março de 2009

E a formiga no carreiro vinha em sentido contrário

1. Um pouco por fora do que se tem passado confronto-me, este fim de semana, com o Congresso do PS. Apagão e piadas à parte, o Congresso foi tão desinteressante e previsível como o foi o "clássico" FCP-SCP, ou como o é uma rotunda de uma só via.
Falou-se muito. Moções diferentes, elencos de intenções para uma futura legislatura, com ou sem maioria, num discurso que, a crer em muitos comentários, indiciava uma viragem à esquerda.
Ficou por dizer em que rotunda é que essa viragem se vai dar.

2. Em viagem acompanho com interesse, primeiro na TSF e depois no Diário de Notícias, a entrevista ao dr. António Arnaut, observador atento e arguto das vivências do país e do partido de que é membro fundador.
A respeito da ausência-presente de Manuel Alegre cito, parcialmente, pergunta e resposta:

«P. E é hoje (...) Alegre que faz o caminho ao contrário, que tenta fazer com que o PS volte um bocadinho mais para a esquerda ..
A.A. Não, o Alegre está na via originária do partido, como eu próprio (...) .O Socialismo é uma doutrina dinâmica, destina-se a resolver os problemas concretos do cidadão (...). Falo no socialismo no sentido em que há um núcleo fundamental, celular,matricial que não muda com os tempos e que se resume nisto: encurtar as desigualdades sociais e reduzir as injustiças...»

Afinal, não era "a formiga no carreiro que vinha em sentido contrário".Terá sido o carreiro que"mudou de rumo"?